As 14 Maravilhas de Valinhos

O projeto “AS 14 MARAVILHAS DE VALINHOS” foi desenvolvido durante o ano de 2018 dentro da APHV com o objetivo de envolver a sociedade de uma forma didática e participativa no conhecimento e valorização do patrimônio de relevância histórica. O projeto consiste em selecionar, através de um processo previamente estabelecido, as 07 maravilhas existentes da cidade de Valinhos e as 07 maravilhas da Valinhos antiga, ou seja, aquelas que foram extintas e ficaram apenas na memória. Foram consideradas como “potenciais maravilhas” aquelas formadas por elementos materiais e naturais, possuindo relevância histórica, arquitetônica, cultural e de lazer. Uma comissão foi formada para selecionar as potenciais maravilhas e o resultado está listado abaixo. Leia atentamente os textos e vote, a seu critério, na quantidade de 01 até 07 votos nas “Maravilhas Existentes”e de 01 até 07 votos nas “Maravilhas da Valinhos Antiga”, ao todo você poderá dar até 14 votos. Caso necessário, anote suas escolhas. Obrigado pela participação, até uma próxima vez e você também entrou para a história". DATA DO ENCERRAMENTO DA VOTAÇÃO: 15/10/19 - DIVULGAÇÃO DO RESULTADO: 11/11/19





As Maravilhas existentes
da cidade de Valinhos

1

CASA MODERNISTA FLÁVIO DE CARVALHO

Projetada e construída pelo artista e arquiteto Flávio de Carvalho, a casa edificada na fazenda Capuava de sua propriedade foi uma das primeiras construções em estilo modernista no Brasil. Sobre o projeto da casa afirmou: “ Foi exclusivamente poético. A concepção de toda a casa é um produto puro da imaginação, tentando criar uma maneira ideal de viver. A poesia é, aliás, indispensável a criação arquitetônica, como fator de elevação do homem. “Com cerca de 600 m² a casa foi projetada em 1929 e construída no decorrer de 1930, utilizando-se principalmente do concreto armado. Na década de 1950 a casa passou por uma reforma e suas varandas laterais foram aumentadas em três vezes a dimensão original. Flávio de Carvalho morreu em 1973 e sua casa modernista foi a primeira construção tombada pelo patrimônio histórico em Valinhos, nos anos de 1982. Atualmente, a casa abriga a ACESA (Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava) que trabalha com pessoas com deficiência.

2

MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO

Construída no final do século XIX, a primeira matriz de São Sebastião tornou-se em pouco tempo pequena para a crescente população do então Distrito de Valinhos. Já em 1910, aparece o registro da necessidade de ampliação do prédio durante a visita pastoral do Bispo de Campinas, D. João Baptista Corrêa Nery. Com a chegada do padre Manoel Guinot, em 22 de dezembro de 1937, o movimento pela construção da nova matriz ganhou força. Por orientação do engenheiro Lix da Cunha, foi escolhido para a construção um terreno atrás da primeira matriz, de propriedade da família Ungaretti e que estava a venda. O terreno foi adquirido pelos irmãos Vitório e Vicente Bissoto, que doaram parte dele para a construção da nova matriz. Padre Guinot conseguiu parte do dinheiro para a construção mas faleceu em janeiro de 1939 e foi sucedido pelo padre Bruno Nardini, que fez o lançamento solene da pedra fundamental da nova igreja no dia 4 de junho de 1939. Após grande empenho de toda a comunidade, no dia 19 de março de 1944 (dia de São José) foi inaugurado o imponente edifício projetado por Lix da Cunha da segunda Matriz de São Sebastião. Passados mais de 75 anos este continua sendo uma das mais importantes e belas obras arquitetônicas da história de Valinhos.

3

COMPLEXO FERROVIÁRIO (MUSEU MUNICIPAL)

O Complexo Ferroviário de Valinhos é composto pela Primitiva Estação inaugurada no dia 31 de março de 1872 que é o prédio mais antigo e construção que deu origem ao centro urbano da cidade. Atualmente é utilizado como moradia de ex-ferroviários. A segunda estação ferroviária em prédio monumental inaugurado em 1913 é o atual edifício que abriga o Museu Municipal Fotógrafo Haroldo Angelo Pazinatto. Seu projeto arquitetônico é atribuído ao engenheiro D. M. Barch Filho que elaborou duas propostas em 1912 para a estação. Além do projeto construído existia uma opção de um prédio com uma torre central que não foi executado pelo custo da obra. Sua inauguração fez parte de um plano de expansão da estrutura ferroviária da Companhia Paulista de Estradas de Ferro que incluiu a duplicação da linha de Jundiaí até Campinas. Chama atenção na construção a magnífica cobertura metálica que protege toda extensão da plataforma. Nenhum tipo de solda foi empregado na estrutura que utiliza apenas rebites forjados e parafusos para fixação dos perfiz e treliças. Nos anos 90, após suspensão do tráfego de passageiros, a estação passou por uma restauração dando origem ao Museu. Faz parte ainda do complexo a casa número 1 (moradia de ferroviários) e o túnel de passagem sob a linha férrea que faz a ligação dos pedestres entre a avenida 07 de Setembro e a rua 12 de Outubro. Todo complexo ferroviário de Valinhos é tombado pelo Condephaat e CONDEPAV.

4

FONTE SÔNIA

A Fonte Sônia foi o ponto turístico mais famoso da história de Valinhos. Esse local pitoresco e popular foi obra da iniciativa do campineiro Orozimbo Maia (ex-prefeito de Campinas) que implantou a Fonte Sônia na fazenda Cachoeira de sua propriedade. A Fonte Sônia foi inaugurada no dia 12 de Julho de 1921 e seu nome é uma homenagem à neta Sônia que era a mais jovem de suas netas na época. As águas da fazenda foram analisadas e foi constatado que eram radioativas com propriedades benéficas para os rins e bexiga. Ela era extremamente diurética, mais forte do que a de Lindóia. Com a constatação das propriedades da água, Orozimbo Maia passou a comercializá-la e transformou parte da casa da fazenda em hotel. A capela que se avista do alto do morro também foi construída por Orozimbo Maia sob a invocação de Santa Odila de quem era devoto. Com a crise de 1929 Orozimbo Maia se associou ao comerciante português Aldino Bártolo que ampliou a propriedade e a transformou em local turístico muito conhecido e apreciado. No final de 2014 a Fonte Sônia fechou para visitação por tempo indeterminado.

5

PRAÇA WASHINGTON LUIZ

Inaugurada em dezembro de 1967, a Praça é um dos maiores espaços urbanos de lazer da cidade, com cerca de 14 mil m². A criação da Praça se deu com o loteamento da chácara em frente às Indústrias Gessy Lever, na gestão do prefeito José Spadaccia (1959-1962), autor da denominação do local. Somente na gestão do então prefeito Vicente Marchiori (1967- 1969), ela começou a ser urbanizada com a implantação da Fonte Luminosa e do Pombal. Assim, o local passou a ser bastante frequentado pelas famílias e se tornou o principal cartão-postal da cidade a partir da década de 70. A Praça Washington Luiz tem grande relevância na história de Valinhos tanto por sua arquitetura quanto pelos importantes eventos que abrigou, como algumas edições da Festa do Figo, Festas do Folclore, primeira e segunda Festa Italiana, comemoração do centenário da imigração e primeiros encontros de carros antigos.

6

PRÉDIO DA ANTIGA CÂMARA MUNICIPAL (PRIMEIRA PREFEITURA)

A magnífica casa na esquina da rua José Milani com a rua 13 de Maio hoje sedia o Fundo Social de Solidariedade. Mas este prédio é mais conhecido como a antiga Câmara de Vereadores de Valinhos que funcionou até a inauguração do novo e atual prédio em 15/12/2012. A casa foi edificada por Samuel Fragoso Coimbra que era fiscal da prefeitura de Campinas antes da emancipação de Valinhos em 1953. Construído com luxo, destinava-se à instalação de um cassino, mas com a proibição dos jogos o proprietário passou a residir no local. Com a emancipação o imóvel foi inicialmente alugado e depois comprado para ser a primeira prefeitura de Valinhos até a inauguração do Palácio da Independência quando passou a ser de uso do Poder Legislativo.

7

ÁRVORE JEQUITIBA

Localizada na Estrada do Jequitibá, mais conhecida como Estrada Municipal Valinhos-Itatiba, a espécie nativa da mata atlântica brasileira e cujo nome na língua tupi siginifica "gigante da floresta", tornou-se um símbolo e um ponto turístico da cidade. Estima-se que esta árvore tenha mais de 300 anos, possuindo uma copa de aproximadamente 100 metros. Pela sua imponência, idade e beleza, ela também se torna um símbolo de preservação e conscientização ambiental.

8

CHAMINÉ CERÂMICA SPADACCIA

A chaminé antiga de tijolos que existe próxima do viaduto Laudo Natel é o único elemento remanescente da antiga cerâmica da família Spadaccia. Valinhos teve muitas cerâmicas e olarias a partir do início do século XX que utilizavam da argila disponível nas proximidades do Ribeirão Pinheiro para produção de telhas e tijolos. O escoamento da produção era realizado pelo transporte ferroviário inclusive com a existência de desvios exclusivos para as olarias. Hoje as poucas chaminés antigas remanescentes são protegidas tendo sua demolição proibida pela legislação local.

9

PRÉDIOS DA UNILEVER (ANTIGA CIA. GESSY INDUSTRIAL)

Precursor da indústria em Valinhos, José Milani era um sapateiro veneziano que chegara ao Brasil com as primeiras levas de imigrantes italianos e abrira uma importadora de produtos de limpeza. Em 1895, conforme relato do historiador Mario Pires, um italiano de nome Miari malogra na tentativa de montagem de uma incipiente indústria de sabão em Valinhos. Desistindo do negócio, Miari retornou à Itália vendendo a empresa para Milani. Em 1897, no fundo de um antigo armazém, atual esquina da rua XV de novembro com rua Campos Sales, Milani fez progredir a pequena fábrica de sabões, utilizando-se de um tacho de cobre e latas de folhas de flandre. A produção inicial de 100 kg/mês foi triplicada até 1905 e em 1913 lança o sabonete Gessy que se tornou grande sucesso de mercado. Curioso o fato de Milani ter progredido por mais de 30 anos sem o uso de publicidade para seus produtos. Para ele, gastar dinheiro com “reclames” era um desperdício e até uma vergonha porque ele acreditava que um bom produto faz a própria propaganda. Com a criação da Cia. Gessy Industrial, José Milani se tornou um grande empreendedor e sua empresa gerou milhares de empregos na cidade.

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CASARIO DOS MOLETA (RUA DOZE OUTUBRO)

Casario formado por cinco residências em formato de vila, germinadas, com porão, assoalho e forro em madeira, partes da cozinha e banheiro com piso em ladrilho hidráulico. Umas das evidências da construção das casas ocorre numa publicação da gazeta de 9/10/1929 : "Os Srs. Antonio Moleta e Filhos vão montar nesta localidade uma fábrica de vassouras. O prédio no qual vai ser instalada a fábrica está sendo construído na rua 12 de Outubro. Não é esta a única indústria em valinhos, pois que, além de mais de 40 olarias e de uma importante fábrica de massas alimentícias, Valinhos pode ser orgulhar de possuir uma fábrica de sabão e sabonete chamada Gessy, uma das mais importantes do Brasil."

11

CASTELO D'ÁGUA

A caixa d’água em formato de cálice foi construída no ano de 1960 como ampliação do sistema de abastecimento de água de Valinhos. Mais conhecida como “Castelo” acabou dando o mesmo nome ao bairro que surgiu no seu entorno. O Castelo já teve várias cores. Originalmente era amarelo, depois foi pintado de marrom e hoje ostenta as cores azul e branca. Recentemente passou a ter mais duas funções: suportar as modernas antenas de celular e também um relógio digital que informa a hora e a temperatura.

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CAPELA NOSSA SENHORA APARECIDA (AV. INDEPENDÊNCIA)

Em pesquisa realizada por Roseli Bernardo e Fernando D’Ávila na revista histórica comemorativa aos 115 anos da Paróquia de São Sebastião (2015), a Capela de Nossa Senhora Aparecida, situada na Avenida Independência foi construída em homenagem à padroeira do Brasil. O terreno foi doado em 1929, por Caetano Ferrari e sua construção foi possível graças aos esforços da comunidade e principalmente dos devotos da Santa. Durante anos a Capelinha de Nossa Senhora Aparecida como é conhecia, foi ponto de encontro de moradores da localidade para a reza do terço, celebrações de missas, catequeses e até casamentos.

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MATRIZ DE SANTANA

A Paróquia de Sant’Ana foi criada em 29 de dezembro de 1960. O terreno destinado a construção da igreja foi doado no ano de 1949 a pedido do Padre Bruno Nardini, na época pároco da Matriz de São Sebastião. A primeira missa foi celebrada pelo padre Sebastião Sérgio Cabral de Vasconcellos em 3 de julho de 1961, seu primeiro pároco. Desde 31 de janeiro de 1965 até a presente data a paróquia tem como pároco o padre Waldemar Hermes Ramos Tinoco. Na década de 90, a Matriz de Sant’Ana foi concluída internamente. A imagem de Sant’ Ana foi restaurada pelo artista Mário Januário, os vitrais da igreja são obra do artista Ton Geuer e resumem a história da Salvação. No presbitério foi pintado um grande painel pelo artista Cláudio Pastro, autor também da Capela do Santíssimo, onde a simplicidade convida à oração. A Paróquia de Sant’Ana é formada pela comunidade da matriz (Vila Sant’Ana), Comunidade Divino Espírito Santo (Parque Portugal), Comunidade São Bento (São Bento), Comunidade São Francisco de Assis (Jardim Paraíso) e Comunidade São Judas Tadeu (Parque das Colinas), as duas últimas citadas possuem templos.

14

CENTRO DE LAZER DO TRABALHADOR AIRTON SENNA DA SILVA (CLT)

O Centro de Lazer do Trabalhador “Airton Senna da Silva” foi inaugurado em 19 de junho de 2004 e é uma área de lazer criada no entorno de um dos lagos do conjunto Barragem Figueiras na avenida Dr. Altino Gouveia. É o maior parque da cidade com pista para caminhada, ciclovia, quadras de tênis e quiosques. Possui também um relógio de sol equatorial inaugurado em 14 de dezembro de 2011 criado pelo professor Paulo Bretones. O parque foi batizado em homenagem aos 10 anos de falecimento do piloto e tri campeão de Fórmula 1 Airton Senna.

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ADUTORA DE ROCINHA

No final do século XIX Campinas passava por grande desenvolvimento e necessitava de um sistema de captação e fornecimento de água que atendesse à expansão urbana. Algumas alternativas foram estudadas como o uso do ribeirão Pinheiros e rio Atibaia. A melhor opção foi represar a água dos córregos Iguatemi e Bom Jardim no alto da Serra dos Cocais, na Vila de Rocinha, (atual Vinhedo) e criar uma adutora de 23 quilômetros que levaria a água por gravidade até uma grande cisterna próxima ao centro de Campinas. Esse sistema criado pelo engenheiro inglês Robert Normathon entrou em operação em 1891 e podia atender a uma população de 30.000 pessoas. Anos mais tarde, o reservatório e a adutora foram adquiridos por Valinhos e a água passou a ser tratada na ETA 1, permanecendo esta operação até os dias atuais. Fato curioso é que a área da barragem constitui, atualmente, um território de Valinhos dentro do município de Vinhedo. Outra curiosidade é que o traçado retilíneo por onde passa a adutora deu origem na década de 60 à Avenida 11 de Agosto, uma das principais vias de tráfego do centro da cidade.

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SERRA DOS COCAIS

Situada na porção leste de Valinhos e ocupando cerca de 40% do território municipal, a Serra dos Cocais apresenta uma formação geológica e geomorfológica distinta do entorno. Seus matacões de granito, associados à altitude, ao microclima serrano e à vegetação nativa formam uma paisagem de exuberante beleza cênica. Tais atributos naturais, somados à história e cultura locais, transformam-na em um potencial polo agroecológico, em plena região metropolitana de Campinas.

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PRAÇA 500 ANOS

Oficialmente descrito como Centro de Convivência Brasil 500 Anos, a popularmente conhecida praça 500 anos foi inaugurada durante o aniversário de 104 anos de Valinhos no dia 28/05/2000. Localizada no canteiro central da Avenida dos Esportes a praça é uma homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil e foi o resultado de uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada.

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FAZENDA SANTA TEREZA DA SERRA (FAZENDA CANDINHO)

O uso de mão de obra escrava na região de Valinhos teve início ainda com os bandeirantes na abertura dos primeiros caminhos. É provável que o próprio Alexandre Simões Vieira, desbravador e primeiro proprietário de terras (sesmaria) na região de Valinhos, tenha usado escravos para abrir a rota pelo rio Pinheiros. No período Colonial a região de Valinhos possuía poucas propriedades com uma produção agrícola de subsistência e seus moradores não tinham recursos para a aquisição de escravos. Mas, com o surgimento das fazendas e engenhos de cana de açúcar no século XVIII e as de café no princípio do século XIX a mão de obra escrava atingiu seu apogeu na região. A construção da ferrovia em 1872 marcou uma das primeiras iniciativas do uso apenas de trabalhadores livre e remunerados. A abolição oficial da escravidão em 13 de Maio de 1888 contribuiu de forma relevante para a formação de Valinhos motivando o processo de imigração dos europeus (na maioria italianos) e criando um novo modelo econômico que alavancou o desenvolvimento do comércio e indústria. Apesar de Valinhos ser conhecida como a capital do figo roxo, foi a cultura do café um dos principais elementos responsáveis pelo surgimento do povoado.O cultivo do café iniciou-se na região a partir de 1830 em substituição à cana de açúcar. Apesar do café ser produzido inicialmente no Vale do Paraíba foi em nossa região que sua qualidade se destacou trazendo grande riqueza. Graças ao café e aos seus recursos, a ferrovia chegou em nossa região com a instalação da primitiva estação de Valinhos em 1872. Também foi a necessidade de mão de obra para a colheita e beneficiamento do café que motivou a imigração (em grande parte italiana) em substituição à mão de obra escrava após 1888. Até nas épocas de crise como na de 1929 o café teve importância já que os grandes proprietários dividiam e vendiam as fazendas aos imigrantes que iniciaram outras culturas. Restaram algumas sedes das antigas fazendas de café que precisam ser preservadas como parte dessa história.

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LAR SÃO JOAQUIM (ANTIGA FAZENDA JUREMA)

O Lar São Joaquim se localiza na antiga fazenda Jurema e é uma das propriedades mais antigas no território de Valinhos. Sua origem remonta ao final do século XVII quando o Império doou ao alferes José Antônio do Amaral uma grande área de terra formada por dois sítios, um denominado Tapera e outro sem nome que que atingiam a paragem chamada Dois Córregos. Em 28 de agosto de 1798 a propriedade foi vendida ao Brigadeiro Luis Antônio e utilizada para o cultivo da cana de açúcar e posteriormente do café. Destacada do latifúndio como fazenda Jurema quando pertenceu a Francisco Antônio de Souza a propriedade foi vendida para Estanislau de Campos Salles em 1885. Muitos anos depois, a propriedade herdada pela irã Luiza Salles foi vendida para a Congregação das Irmãs Missionárias do Coração de Jesus Crucificado, coordenadas pela Madre Maria Villac, que hoje dá nome ao loteamento construído ao lado do Lar São Joaquim.

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ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS - E.T.E CAPUAVA

Estação localizada na Rodovia Flávio de Carvalho, no bairro Capuava, às margens do Ribeirão Pinheiros. Sua concepção é para esgoto doméstico, possuindo um tratamento de 637.000 m3/mês. Construída na década de 1970, na gestão do Prefeito Luiz Bissoto, que sancionou a lei que transformou o então Setor de Águas e Esgotos numa autarquia, para que Valinhos pudesse buscar verba no governo estadual para a implantar a rede de esgoto. Foram 50 quilômetros de tubulações e um emissário de 12 quilômetros para levar o esgoto até a ETE. Foto: Trabalhadores instalando manilhas de esgoto num bairro da cidade na déc. 1970.

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PALÁCIO DA INDEPENDÊNCIA (PREFEITURA DE VALINHOS)

O Palácio da Independência foi a segunda e atual sede da Prefeitura Municipal de Valinhos inaugurado em 07/09/1966. Tudo começou quando o então prefeito Jerônymo Alves Corrêa promulgou a Lei 459, que na ocasião instituía concurso de ante-projetos para a construção do Paço, Pronto-Socorro e Câmara Municipal. O prêmio em dinheiro era da ordem de “hum milhão de cruzeiros” para o projeto vencedor. A Lei determinava que o concurso devia ser regulamentado por decreto, com base em determinações do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Quase dois anos depois, mais precisamente no dia 7 de setembro, o prefeito Jerônymo entregava para a população valinhense o prédio da Prefeitura e do Pronto-Socorro no endereço mais famoso da cidade, Rua Antônio Carlos, 301. A sede administrativa de Valinhos era entregue onze anos após a emancipação político-administrativa do município e quando Jerônymo governava a cidade em seu segundo mandato. A festa de inauguração contou com a presença de milhares de valinhenses num tempo em que a população estimada era de aproximadamente 18 mil pessoas. O engenheiro responsável pela obra foi Dr. Renato Penteado, que fazia parte da Secretaria de Obras. Ocorreram dificuldades durante a construção, uma vez que o terreno escolhido era na área de um grande brejo. Um dos pontos da obra de destaque é a escada de acesso ao piso superior que foi um feito memorável, porque ela não tem sustentação embaixo, e os tijolos coloridos foram uma novidade. Prevendo uma Valinhos prospera e dinâmica, na parede do saguão da Prefeitura, ao lado direito de quem entra, o prefeito deixou a seguinte inscrição: ”Vós que por aqui passais tributai homenagem ao povo que ergueu este monumento Marco de Fé em um vosso futuro brilhante”, Valinhos 7 de setembro de 1966 – Jeronymo Alves Corrêa.

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CARTONIFICIO VALINHOS (ANTIGA CERÂMICA SANTA ANNA)

Fundado em 1934, o Cartonificio Valinhos completou 85 anos de existência em 31 de Março de 2019, época da aquisição da cerâmica e inicio do projeto da fabrica de papelão. Seu fundador, Ferruccio Celani, projetou uma fábrica de papelão reciclado em uma antiga cerâmica que havia adquirido. A propriedade, localizada às margens do Ribeirão Pinheiros, pertencia a Horacio Tullii e era chamada de “Fábrica Cerâmica Santa Anna”. Um dos seus produtos era o ladrilho hidráulico, uma espécie de revestimento artesanal feito à base de cimento, além de produzir tijolos e telhas francesas. Em suas dependências existiam casas para os empregados e a unidade tinha a capacidade de produzir 5.000 telhas diariamente. Na imagem, datada de 1934, podemos observar, ao centro, alguns ranchos e casas de uma bucólica cena cotidiana do então Distrito de Paz de Campinas. Ao fundo, e à esquerda, observa-se um morro onde atualmente está localizado o Edifício Infinito na rua Oswaldo Cruz, Vila Independência.

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FAZENDA SÃO BENTO DO CACUTÁ (CLUBE DE CAMPO VALE VERDE)

Residência de Joaquim Egydio de Souza Aranha, da fazenda São Bento do Cacutá. Valinhos-SP, 2017. Atualmente, o casarão é utilizado como sede do Clube de Campo Vale Verde e foi construído em meados do século 19, no período da expansão cafeeira para o Oeste Paulista. Possui muitos traços da época escravagista e o projeto paisagístico do lote, de 1972, é de autoria de Burle Marx.

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FONTE SANTA TEREZA

Com uma revitalização na estrutura física e com esperança de melhoras na economia, a Fonte Santa Tereza completou 50 anos de inauguração em 2017. Comandada por representantes da família Mamprim desde a fundação, o espaço é referência em toda a região de organização de eventos empresariais, festivos e de hotelaria. Sua história teve início da década de 1960, por iniciativa de José e Guilherme Mamprim, a família adquiriu um terreno visando a construção de uma ampla área de lazer, aproveitando a fama da estância turística que Valinhos ao longo do tempo havia adquirido. Vários projetos foram discutidos, mas nada de concreto havia sido executado aos moldes do Restaurante Frango Assado. Assim, com o intuito de suprir a necessidade de diversificar o atendimento aos clientes aos finais de semana, em 1961, a família deu início às obras de construção da Fonte Santa Tereza, começando por um amplo salão e uma piscina. Em 1967, Valmik, filho de Guilherme, César, de Tica e Toninho, de Luiza, resolveram solicitar mais espaço dentro da empresa. O pedido deles foi atendido. O trio administrou a Fonte Santa Tereza desde a inauguração (texto extraído do jornal Folha de Valinhos de 02/09/2017).

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PARQUE MUNICIPAL MONSENHOR BRUNO NARDINI

Fundado em 1976, com uma área aproximada de 130.000m², possui pavilhões para exposições, dois palcos para shows, Ginásio Municipal de Esportes, área para restaurantes, sanitários e pista de skate. É o maior espaço aberto para eventos da cidade, com amplo estacionamento. Anualmente, abriga a mais tradicional festa da cidade, a Festa do Figo e Expogoiaba.

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VIADUTO LAUDO NATEL

A inauguração do Viaduto Governador Laudo Natel, principal ligação do Centro de Valinhos com a região da Vila Santana, aconteceu em 31 de janeiro de 1977. A construção do complexo viário, que é formado por várias alças de acesso, começou em setembro de 1973 e durou três anos e quatro meses. Todo o projeto foi realizado durante a gestão do prefeito Arildo Antunes dos Santos. Na época, o acesso entre o Centro e a Vila Santana era feita por meio de uma passagem de nível sobre a linha férrea, que ligava as ruas Sete de Setembro e Doze de Outubro. Existia um grande fluxo de trens, tanto de passageiros quanto de cargas e a porteira da ferrovia fechava até 76 vezes por dia e causava um trânsito terrível, quem trabalhava no centro e morava na Vila Santana sofria muito. A verba para a construção do complexo viário, que inclui os viadutos Fausto Ferreira dos Santos (extensão da Avenida Dom Nery) e Abílio Franceschini (extensão da Avenida 11 de Agosto), desde o projeto até a execução da obra, foi custeada pelo Estado.

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CAPELA NOSSA SENHORA APARECIDA (CAPUAVA)

Localizada no bairro da Capuava, a capela foi construída na década de 1950 quando o bairro ainda era parte da Fazenda São Pedro. Sua idealização foi concebida pelo Dr. Mário Rolim Telles, empresário que possuía uma cerâmica no mesmo bairro e, por isso, a capela ficou com a frente voltada para a cerâmica. Com o fim da cerâmica, a capela passou a pertencer à matriz de Santana sendo atualmente mantida pelos moradores da Rua Guiomar Rolim Telles. Guiomar foi esposa de Mário Rolim Telles.

28

CAMPING MACUCO

O Camping Macuco é uma área para camping, chalés, lagoa, complexo aquático, piscinas naturais, trilhas, campo de futebol, lanchonete e muita área verde. Foto: Vlademir Ferreira Sousa

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VALINHOS CLUBE

O clube nasceu com o nome de Clube Liberal dos Treze e mais tarde foi alterado para Valinhos Clube. Em seu baile inaugural, ocorreu uma apresentação da Orquestra de Dick Farney, o que tornou o evento um acontecimento memorável em Valinhos. Pelas atas do Valinhos Clube, a primeira diretoria da agramiação foi formada por: Jerônymo Alves Corrêa (Presidente), Germano Brandini (Vice-Presidente), José Pedro Said (1° Secretário), Antonio Palacio Netto (2° Secretário), José Príncipe (1º Tesoureiro), Oswaldo Conte (2° Tesoureiro), Anésio Capovilla (Diretor Social) e, ainda, Antonio Bissoto, Benedito Polanzan Darzan, Denison Castro Alves, João Baron, Wilma Polanzan Darzan e Augusta Zacharias. Fonte: Pérolas de Valinhos, autor: Sebastião Maria.

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CASA PAROQUIAL SÃO SEBASTIÃO

Em pesquisa realizada por Roseli Bernardo e Fernando D’Ávila na revista histórica comemorativa aos 115 anos da Paróquia de São Sebastião (2015) a necessidade de uma Casa Paroquial para servir de moradia para os padres na Paróquia foi uma constante desde a vinda do primeiro padre João Batista Cesar em fevereiro de 1901. Naquela época a acomodação do padre era resolvida pelos moradores. Alguns foram acolhidos em moradias das famílias como o padre Vitor Ranverá que se hospedou na residência de Vitório Stelin. Com o padre Guilherme Bruschhauser à frente da Paróquia de São Sebastião, em 1919, teve início uma mobilização para a construção da Casa Paroquial. Em apenas três dias de campanha, o fazendeiro José Solidário Pedroso anunciava ao padre a doação do terreno do lado esquerdo da Primitiva Igreja de São Sebastião. A comissão para construção da casa foi coordenada por Carlos Costato subdelegado de polícia. Essa comissão foi destituída em dezembro de 1921, porque após vistoria do terreno o parecer do padre Theophilo Levignani era que o local era pequeno e impróprio para sediar a Casa Paroquial. Em 25 de dezembro de 1922 uma nova comissão foi nomeada pelo Bispo Diocesano e para presidir a comissão estava Francisco Spadaccia. Os registros apontam que essa comissão também não deu sequencia ao trabalho e uma terceira foi nomeada e presidida por Elias Pisciotta. Padre José Antônio Maria Vieira permaneceu em Valinhos até primeiro de fevereiro de 1925. Em 4 de fevereiro foi nomeado o padre Ciardella, e várias mudanças ocorretam sem nenhum registro sobre as obras. Em 5 de dezembro de 1926 chegava a Paróquia o padre Elias Raul havendo registro de que a Casa Paroquial já existia. A Casa Paroquial se mantém intacta, como foi a sua concepção. Ela foi reformada durante a permanência em Valinhos do padre João Luiz Fávero.

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SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

Fundada em 10 de Dezembro de 1960, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia escolheu um terreno de 24 mil metros quadrados da Fazenda Tapera, pertencente ao senhor Francisco Von Zuben que foi desapropriado pela Prefeitura pelo valor de 15 milhões de cruzeiros. A Santa Casa de Valinhos é reconhecida por seus atendimentos em baixa, média e alta complexidade, com foco nas áreas de Clínica Médica, Cardiologia, Neurologia, Maternidade, Urgências e Trauma/Ortopedia. Com uma média de 650 internações/mês, 7 mil atendimentos no Pronto Socorro e 4.500 cirurgias/ano, a Santa Casa de Valinhos possui certificação pela ONA que é concedida através da avaliação baseada em evidências da qualidade assistencial prestada. São mais de 270 médicos e mais de 450 colaboradores focados em um único objetivo: manter-se referência no segmento hospitalar, preservando a qualidade de seus tratamentos clínicos e cirúrgicos, aliado ao atendimento humanizado, ao amadurecimento da gestão sustentável na busca do crescimento, com riscos mínimos, mantendo seu compromisso com o colaborador, comunidade e meio ambiente.

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OBSERVATÓRIO ABRAHÃO DE MORAES

O Observatório de São Paulo foi criado em 1912 e ficava na Avenida Paulista. Devido ao crescimento da região, foi transferido para o Parque dos Estados em 1941 mas novamente precisou mudar de endereço devido à poluição da cidade, que dificultava a observação do espaço. Para a escolha do novo local foi definido uma distância máxima de 100 km da Universidade de São Paulo (USP) para que os pesquisadores pudessem fazer o deslocamento diário. A decisão foi pela instalação do observatório em Valinhos, na Serra dos Cocais, ou Morro dos Macacos, em um terreno de 450.000 metros quadrados e altitude de 850 metros. Gerido pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), o observatório foi inaugurado em 19 de Abril de 1972 com a presença do Governador Laudo Natel. Seu nome é uma homenagem ao professor Abrahão de Moraes (1915-1970), astrônomo e matemático, Professor Catedrático da Escola Politécnica da USP e diretor do IAG-USP.

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PEDREIRA ALPINAS

A pedreira Alpinas é um dos pontos mais altos da cidade. Localizada no bairro do mesmo nome, o grande paredão é formado de rocha granítica e possui mais de 40 metros de altura. De seu topo é possível avistar boa parte da cidade de Campinas e outras circuvizinhas. Funcionou até 1986 e muitas de suas rochas foram usadas na construção da Rodovia Anhanguera. Foto: Vlademir Ferreira Sousa

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COUNTRY CLUB

Na década de 60, chegou ao Brasil uma grande novidade na área sócio-esportiva dos clubes, e que modificava a sua própria estrutura. Era uma experiência plena de sucesso em outros países, e no Brasil o primeiro teste iniciou-se em São Paulo, com a fundação da Santa Paula Country Club. O sucesso obtido em São Paulo chegou até Campinas por Antônio Mingone, que em 1960 era presidente da Associação Atlética Ponte Preta. Portanto estava envolvido no meio esportivo. Em uma tarde Antônio Mingone resolveu convocar para falar de esportes um grupo de desportistas, à grande maioria ligados a Ponte Preta. Sentados a uma mesa de reunião estavam: Gilberto Jacobucci, Alduino Zini, Wilson Ricciluca, Paulino Soldini e outros companheiros. Encerrando a reunião, Mingone disse do seu desejo de fundar em Campinas ou na região um “clube de campo” longe da selva de pedras que constituíam os perímetros das grandes cidades. O entusiasmo de Mingone acabou contagiando a todos que ali estavam. Na mesma época, Mingone que era empresário bem sucedido no ramo imobiliário, vinha mantendo entendimentos com o Sr. Antônio Bento Ferraz, que pretendia lotear parte de sua fazenda, dividindo-a em pequenos lotes (chácaras). No entendimento entre Mingone e Bento Ferraz foi celebrado um contrato de promessa de doação, pela qual o clube a ser fundado se obrigava num determinado período, aplicar um montante mínimo em cruzeiro e a seguir rigorosamente o projeto original. Era um verdadeiro desafio que fazia ao grupo de desportistas fundadores, sendo que tudo era novidade. O dinamismo de Mingone acabou contagiando a todos, e assim no dia 1° de dezembro de 1961, realizou-se a assembléia geral da fundação do clube assinada pelos onze sócios fundadores seguintes: Antônio Mingone, José Mingone, Emidio Piedade Gonçalves, Paulino Soldini, Alduino Zini, Gilberto Jacobucci, Cideone Bufo, Darcy Gonçalves, Fausto Sucena Rasga Filho, Wilson Ricilucca e José Spadaccia, com grande apoio da imprensa. José Spadaccia (Prefeito de Valinhos na época) foi um grande colaborador para o sucesso, sentindo-se orgulhoso de ter em seu município, aquele que seria o primeiro clube de campo do interior brasileiro. Durante a construção, o estatuto do clube dizia que a Diretoria seria formada pelo Presidente e Secretário. Foram eleitos nos atos constitutivos: Antônio Mingone e Gilberto Jacobucci. As obras foram iniciadas com grande entusiasmo e a venda dos títulos de propriedade tiveram plena aceitação. Em 1968 houve uma ampla reforma dos estatutos, elegendo-se em assembléia qual o Egrégio Conselho Deliberativo, e este por sua vez, elegendo o 1° Presidente da Diretoria. Foi eleito Gilberto Jacobucci, que cumpriu dois mandatos. Hoje, temos essa grande realidade. O Country Club Valinhos possui em seu quadro de associados um total de 7388 sócios, divididos em 2481 titulares e 4907 dependentes. Aquilo que era um desafio, que a muitos poderia parecer um sonho de difícil concretização, é um justo orgulho de seus associados, e de uma grande região que abrange Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí e São Paulo. O loteamento recebeu o nome de Chácaras São Bento, é hoje um verdadeiro bairro residencial de alto nível. Essa realidade é devida ao dinamismo e coragem de um grupo de desportistas que acreditou na capacidade de cada um, e principalmente no apoio que nunca faltou e nunca faltará de seus associados, que continuará mantendo no ponto mais elevado possível a gloriosa bandeira countrysta, dono de um invejável patrimônio, que se amplia cada vez mais.

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ARQUIBANCADA DO ESTÁDIO DO CLUBE ATLÉTICO VALINHENSE (RODOVIÁRIA)

Para a maioria pode até passar despercebido mas gera curiosidade nos mais atentos a existência de uma arquibancada ao lado do terminal rodoviário de Valinhos. Construída em tijolos de barro, suas proporções comportariam grande quantidade de espectadores. Mas qual a razão de sua existência ?. Trata-se do último elemento ainda presente do antigo estádio de futebol do Clube Atlético Valinhense construído no final da década de 40. Fundado em 1925 com o nome primitivo de Sport Clube Valinhense, passou a ser designado Clube Atlético Valinhense em 1938. O estádio foi o terceiro campo a ser utilizado pelo CAV e permaneceu em operação como sede social até o final da década 60, quando se consumou a desapropriação da área. Nesta mesma década, o local também seria palco de edições da Festa do Figo. Em 1979 o estádio dá lugar ao atual Terminal Rodoviário Dr. Mário Rolim Telles.

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FAZENDA REMONTA/MATA DA TAPERA

A Fazenda Remonta possui área de importante recarga de aquífero para Campinas e Valinhos com suas nascentes, vegetação remanescente da Mata Atlântica e parte de Cerrado que abriga uma biodiversidade notável de espécies, com destaque a exemplares raros de borboletas.

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CENTRO CULTURAL VICENTE MUSSELI (ANTIGO POSTO DE PUERICULTURA)

Zeloso com todos os aspectos que envolviam a comunidade local, padre Bruno encontrou em Ferrúcio Celani a pessoa indicada para levar avante um dos seus grandes objetivos em montar um Posto de puericultura, cuja principal função era dar assistência aos menos favorecidos. Em 1949 Ferrúcio Celani doou uma área de 3.000 m2, onde hoje funciona a Casa do Adolecente e uma Escola de idiomas, na Rua Itália 267 para a instalação do primeiro posto de Puericultura de Valinhos. No ano seguinte, 1950, acontecia a inauguração sendo homenageada a Sra. Maria Antônia Celani, progenitora de Ferrúcio Celani, que havia falecido naquele ano. Nesta época, o único recurso de saúde existente na cidade era o Posto de Saúde, mantido pelo Estado. O Posto de Puericultura foi o primeiro órgão assistencial de Valinhos, onde eram distribuídos leite e medicaremos aos mais necessitados. Consultas gratuitas, vacinas e orientação sanitária, cujo trabalho foi dirigido durante mais de 12 anos pelo Dr. Silvio Antoniazzi. Mais tarde foi criada a Associação de Proteção a Maternidade e Infância de Valinhos, obra mantida pela Igreja Católica, através da Paróquia de São Sebastião. “O trabalho realizado pelo Posto de Puericultura foi o grande responsável pela diminuição da mortalidade infantil em Valinhos e pioneiro na assistência pré-natal”, lembra Dr. Silvio. Na década de 70, quando foi construído o Centro de Saúde na Vila Santana, todas as atividades deveriam ser concentradas no local e as instalações do Posto de Puericultura ficariam desativadas, enquanto aguardava uma outra finalidade. Foi nesta época, por iniciativa do padre Leopoldo Petrus Van Liempt, que foram iniciadas as primeiras reuniões visando instalar a APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais cuja implantacão aconteceu oficialmente em 11 de abril de 1971. Com a desocupação do Posto de Puericultura, a Associação de Proteção a Maternidade e Infância de Valinhos, cuja presidência estava a cargo do Dr. Ruy Meirelles, o local foi cedido para a APAE. Com uma nova sede a APAE foi transferida para o Lenheiro . Com as mudanças, sem perder a missão confiada, atualmente denominado Centro de Promoções Sociais Maria Antônia Celani, gera recursos que beneficiam algumas ações sociais da cidade ligada à proteção e educação de crianças.

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ASSOCIAÇÃO DOS CLUBES DE MÃES DE VALINHOS (ANTIGA CADEIA MUNICIPAL)

A criação do Distrito Policial em Valinhos ocorrida em primeiro de setembro de 1893 antecede a transformação da então vila em Distrito de Campinas. O jornal “Diário de Campinas” de 02 de setembro de 1893 noticiou: “Distrito Policial – Foi criado novo Distrito Policial na estação de Valinhos” (primitiva estação da Companhia Paulista). O Prédio da Cadeia Pública na rua Antônio Carlos é posterior à criação do distrito em 1896 e provavelmente foi construído em conjunto dom a subprefeitura na primeira década do século XX. Ainda mantendo muitas características originais como fachada, forro de madeira original e até a antiga cela, o prédio abriga desde maio de 1992 a Associação dos Clubes de Mães de Valinhos que atua com mais de 600 mulheres divididas em 25 grupos que promovem atividades sociais, culturais, educacionais e confecção de artesanatos. As peças são comercializadas no Centro de Artesanatos dos Clubes de Mães, na Rua Antônio Carlos e na sede do Parque Municipal.

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HOMEOPATIA OURO PRETO (PRÉDIO COMPANHIA TELEFÔNICA DE VALINHOS)

O sistema de telecomunicação mais antigo de Valinhos foi o telégrafo que existiu desde a inauguração da primitiva estação em 1872. Apesar de ser destinado à comunicação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, havia um serviço de mensagem que podia ser adquirido por qualquer pessoa que quisesse se comunicar com as outras estações. Valinhos possuiu um posto telefônico que evoluiu com o surgimento da Cia. Telefônica de Valinhos, instalada em prédio na Rua Itália onde funcionou a central telefônica. A Cia. Telefônica de Valinhos foi incorporada pela TELESP em 1976.

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GRUPO ESCOLAR LEME DO PRADO (VILA SANTANA)

Segundo Grupo Escolar de Valinhos, localizado na rua São paulo na Vila Santana. Dados históricos apontam que na década de 1960, o município de Valinhos começou a articulação para a construção do segundo grupo escolar. Em 26 de agosto de 1966 a escola foi inaugurada e seu primeiro diretor foi o Sr. Miguel Prado. No mesmo ano, no dia 1 de setembro a escola da início ao seu funcionamento com 8 salas de aula, e com alunos que vieram do primeiro grupo escolar. Recebeu o nome de professor José Leme do Prado que foi diretor por 22 anos da escola atualmente denominada E.E. Antonio Alves Aranha.

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CERÂMICA MOTTA

Fundada em Valinhos no ano de 1955 pelos Irmãos Motta, a Cerâmica Santa Catárina destinava sua produção apenas a pequenas peças de barro. Mas os projetos não pararam aí. Logo em 1970 começou a produzir Louças de Barro para Bares, Hotéis e Restaurantes, sempre trilhando num caminho de crescimento e aprimoração constante. Desde então seus objetivos visaram o aumento da capacidade produtiva, que hoje resultam em 100.000 peças mensais. Com uma filosofia de trabalho sempre voltada para a qualidade de seus produtos, os Irmãos Motta desenvolveram após inúmeros testes um esmalte que não contém chumbo, garantindo total vitríficação à peça e, o que é mais importante, é completamente inofensivo à saúde. São estes os esforços que fizeram das Louças de Barro Motta as preferidas pelos nossos consumidores.

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RESTAURANTE DO PIPO

Fundado em 1956 pelo casal Pedro Carlos Cagliari (Pipo) e Angelina Zambolim Cagliari (Dona Lurdes) o Restaurante Pipo é um tradicional e histórico ponto gastronômico na cidade de Valinhos/SP, servindo refeições a la carte, pratos executivos e várias opções para viagem há 3 gerações. O local é muito bem frequentado por famílias de toda a região e da capital sendo que durante a semana executivos e outros profissionais são os principais frequentadores da casa. A comida caseira produzida em sua cozinha é focada na confecção de pratos típicos brasileiros tais quais: o virado a paulista, a rabada com polenta, o filé mignon e a picanha grelhados, além da feijoada e outros assados. Alguns pratos são servidos em dias específicos da semana (ex: o famoso filé mignon à parmegiana que é servido das sextas aos domingos) e a casa aceita reservas. O estabelecimento em seus 62 anos de história já serviu diversas celebridades políticas, musicais, televisivas (de Mazzaropi à Rogério Cardoso - "Rolando Lero") e outras; foi e ainda é palco de reuniões de empresários, jornalistas, advogados e políticos de todo o Brasil, sendo correto afirmar que de suas "mesas" já saíram muitas diretrizes e decisões que já influenciaram e ainda influenciam nossas vidas. A base da divulgação da casa é o famoso "boca-a-boca" onde famílias inteiras passam de geração a geração e a amigos o gosto refinado por esses pratos simples e nutritivos, produzidos com carinho, amor e ingredientes da melhor qualidade. Atualmente a casa é administrada pelo filho do Sr. Pedro, Francisco Carlos Cagliari o qual também herdou o apelido de "Pipo", sua esposa Mirian Venturini Cagliari e seu filho Pedro Carlos Cagliari Neto, os quais que com muita dedicação e trabalho tornam possível a existência desse verdadeiro marco culinário da cidade.

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CEMITÉRIO MUNICIPAL SÃO JOÃO BATISTA

No início do século XX Valinhos ainda era um distrito de Campinas, mas o aumento de sua população fez surgir a necessidade da criação de um cemitério próprio. O primeiro passo foi dado em 1° de Agosto de 1907 com uma resolução autorizando a prefeitura de Campinas a despender a quantia de quatro contos de réis com a construção do cemitério em terreno doado por José Nunes dos Santos. Este terreno fez parte da antiga fazenda Santa Escolástica que foi loteada no primeiro quartel do século XX. Acabou não sendo construído até que uma nova lei de 9 de Junho de 1911 novamente autorizava a construção do cemitério. O cemitério de Valinhos foi oficialmente inaugurado no dia 24 de junho de 1913 (dia de São João) sendo batizado com o nome de São João Batista pela lei municipal n°406 de 16 de Agosto de 1963, promulgada pelo então prefeito Jerônimo Alves Corrêa. Uma curiosidade: A cruz de pedra em frente ao cemitério originalmente ficava em frente à primeira igreja Matriz de São Sebastião que foi demolida na metade da década de 40.

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CASA DOS COLCHÕES & MÓVEIS (PRÉDIO DA ANTIGA UMC - UNIÃO MOÇOS CATÓLICOS)

A União dos Moços Católicos foi um importante movimento ligado à Igreja criado pelo padre Moysés de Miranda em 1927 com a participação de 82 jovens. Durante seu funcionamento propiciou diversas atividades culturais, entre elas um cinema (as exibições eram promovidas pelo padre Bruno Nardini), tipografia e a primeira biblioteca (“Biblioteca Pública Paroquial Embaixador Macedo Soares”), que chegou a ter 2000 volumes. A sede própria foi inaugurada em 22 de janeiro de 1933 e funcionava na rua Cândido Ferreira número 166, em prédio até hoje existente. No topo de sua fachada ainda é possível observar a inscrição UMC. Em 16 de Maio de 1952 ocorreu na sede da UMC a primeira reunião da Comissão Emancipacionista com 87 participantes, elegendo Dr. Fernando Leite Ferraz como presidente da comissão, evento este que posteriormente levaria Valinhos a se tornar um Município independente de Campinas.

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INSTALAÇÕES ADC RIGESA

O antigo Rigesa Esporte Clube, fundado em 29 de setembro de 1943, que durante muitos anos defendeu a força e o prestígio do futebol valinhense teve sua origem com a fundação do Papelão Futebol Clube, quando a indústria produtora de papel se chamava Ribeiro, Gerin &Cia. Em 26/03/1962 o clube passou a chamar-se RIGESA ESPORTE CLUBE, em consequência do mesmo nome do estabelecimento industrial que foi adquirido pela empresa norte americana WEST VIRGINIA, que adotou o nome RIGESA CELULOSE PAPEL E EMBALAGENS S/A. Em 08/05/1978 houve nova alteração do nome do clube que passou a se chamar Associação Desportiva Classista Rigesa. No ano de 2017 o clube encerrou suas atividades e as instalações foram vendidas não se conhecendo os planos para o destino das mesma.

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USINA PAULISTA DE BRITAGEM PEDREIRA SÃO JERÔNIMO

A Usina Paulista de Britagem Pedreira São Jerônimo fica no bairro dos Ortizes e iniciou suas atividades no ano de 1966. Do imponente paredão de granito que marca a paisagem de nossa cidade são extraídas pedras em formatos para diversas aplicações como pó de pedra, pó de granito fundente, pedrisco e pedras de tamanhos variados. O granito é uma rocha muito abundante em Valinhos. No passado foi amplamente empregado na fabricação de paralelepípedos usados no calçamento de nossas ruas. Foi amplamente extraído de diversas pedreiras e exportado através da ferrovia para cidades como Campinas e São Paulo.

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RIO ATIBAIA

O Rio Atibaia é formado no município paulista de Bom Jesus dos Perdões pela junção dos rios Atibainha e Cachoeira, que fazem parte do Sistema Cantareira. Abastece a população da cidade de Atibaia, Jundiaí, Valinhos e 95% da população da cidade de Campinas. O nome do Rio Atibaia é de origem tupi, que significa rio manso, tranquilas, de água saudável mas atualmente apresenta muitos sinais de poluição.

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SHOPPING VALINHOS

Inaugurado em 2007, o Shopping Valinhos tem mais de 14 mil m² de área locável e conta com um mix de lojas em diversos segmentos. Recentemente, o Shopping Valinhos iniciou seu projeto de revitalização com a proposta de desenvolver um conceito de utilização do espaço, mantendo o conforto e praticidade. O projeto é assinado por Fernando Romano da R2+Gaaz Arquitetos valoriza o lifestyle da região, proporcionando beleza e qualidade de vida: muita luz natural, opções gastronômicas e novas lojas, com produtos e serviços que despertam o desejo do público qualificado do entorno.

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RIBEIRÃO PINHEIROS

Importante elemento natural, o Ribeirão Pinheiro (sim, seu nome original é escrito no singular) também é o elemento histórico mais antigo de Valinhos. A origem de seu nome é desconhecida, mas provavelmente foi batizado por algum bandeirante que por aqui passou no início do século XVIII. A carta de sesmaria de 02 de dezembro de 1732 (documento mais antigo da história de Valinhos) cita o Ribeirão Pinheiro como referência para uma grande área de terra que foi concedida ao explorador Alexandre Simões Vieira. Nas margens do seu leito foi aberto uma importante rota alternativa de caminho para os tropeiros que seguiam rumo a Goiás em busca de ouro e pedras preciosas. Consta neste documento que junto ao Ribeirão Pinheiro também havia uma “roça” de três alqueires e um “pouso” (tipo de estalagem) para abrigar os tropeiros de passagem. A localização deste pouso que teve existência centenária seria o atual bairro da Capuava. Após se consolidar como referência para um caminho que serviu a bandeirantes e tropeiros, o Ribeirão Pinheiro foi o protagonista de uma decisão que marcaria a história de Valinhos para sempre. Um antigo mapa de 1868 da Companhia Paulista de Estradas de Ferro mostra que antes da inauguração da primeira estação ferroviária de Valinhos em 1872, existiam dois estudos de traçado para a linha que ligaria Jundiaí a Campinas. Foram as condições mais favoráveis de relevo das imediações de sua margem que definiram a escolha pelo traçado que existe até hoje. O Ribeirão Pinheiro também teve papel importante na instalação das primeiras indústrias de Valinhos que foram as olarias. Hoje, após séculos de exploração e uso, pouco de seu traçado original ainda existe. Nos anos 80 teve início um processo de recuperação com a eliminação do esgoto e resíduos industriais antes jogados em seu leito e com o reflorestamento de parte de suas margens.

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RECANTO DOS VELHINHOS

Fundado em 30 de outubro de 1973, em assembleia realizada na Sala Ivan Fleury Meirelles na Prefeitura de Valinhos. Tem sua sede no município de Valinhos, na rua João Bissoto Filho, 2061, em um terreno de 32.386 metros quadrados, sendo 1.937 metros quadrados construídos. É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, de caráter filantrópico.

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PRÉDIO DA ANTIGA ESCOLA DE COMÉRCIO

Em 1956 tem início a construção do prédio pela Paróquia de São Sebastião na rua Itália ainda com o nome provisório de Escola Paroquial São José. Enquanto as obras não eram finalizadas, em 1959 tem início o curso de admissão em prédio na rua Dr. Cândido Ferreira 166 onde ficou por alguns meses até mudar para o antigo prédio do Grupo Escolar Professor Antônio Alves Aranha e, novamente é alterado para o Salão Paroquial atrás da Matriz de São Sebastião. Em 1960, com as obras concluídas, o prédio da escola é cedido em comodato ao Sr. Cleovaldo Martelli Scannapiecco, fundador da Escola Técnica de Comércio Valinhos (ETCV) e seu diretor administrativo. Ainda em 1960 começa a funcionar a primeira série ginasial de comércio e o curso técnico de contabilidade comercial. Em primeiro de março de 1965 a Paróquia de São Sebastião adquire a instituição transformando-a em uma sociedade civil sem fins lucrativos de direito privado. Em três de dezembro de 2010 a escola encerrou as atividades permanecendo o prédio em poder da Paróquia São Sebastião.

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FOTO PARODI

O Foto Parodi vem mantendo uma longa trajetória de trabalho e tradição no comércio e serviços fotográficos. Cresceram e compartilharam com a família valinhense a fidelidade dos bons momentos que a vida proporciona. Estiveram presente registrando eventos, casamentos, aniversários e celebrações, no sentido único de eternizar a imagem no seu espaço e tempo. A história do Foto Parodi é alicerçada a partir dos valores e exemplos de vida de seus antepassados. Nicolau Vinício Parodi chegou em Valinhos em 1955 com 20 anos de idade. Em 1960 casou-se com Therezinha Muniz e tiveram seis filhos: Marcos Vinício, Luiz Henrique, Ana Maria, Paulo Sérgio, José Francisco e Leda Maria. O objetivo de Nicolau era expandir uma tradição familiar, o ofício da fotografia, e consequentemente fundou a empresa. Com o passar dos anos se notabilizou como um comerciante de prestígio, vindo a falecer de forma inesperada em 23 de dezembro de 1973. Consequentemente, Therezinha teve a difícil missão de levar à frente a empresa, conduzindo esse processo com muita determinação e competência. Sem a presença dela, a história não seria a mesma. Em seus 60 anos de existência, a família Parodi agradece a todos que já passaram e continuam passando pela casa e, principalmente, a comunidade valinhense e os amigos, que sempre estiveram presente nessa longa trajetória, confiando e prestigiando as ações da empresa.

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CASINHA DO FIGO

Localizada em uma propriedade rural, a casinha oferece o delicioso figo com chocolate, produto desenvolvido pelos proprietários do sitio. Além da bela vista da cidade, o visitante pode adquirir frutas, compotas, licores e vinhos.

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NOVO PRÉDIO DO SESI

O novo prédio do SESI foi oficialmente inaugurado no dia 10/03/2018 como unidade educacional 299, que funciona desde 2016 no bairro Capuava, em Valinhos. Foram investidos R$ 55,2 milhões no projeto, que atende 1.152 alunos no Ensino Fundamental e 288 no Ensino Médio. A escola está instalada em terreno de 17 mil metros quadrados e tem 13,6 mil metros quadrados de área construída, sendo um prédio vertical com térreo e mais quatro pavimentos. No total são 36 salas de aula, dois laboratórios de informática, dois de ciência e tecnologia, duas salas de vivências teatrais, duas salas de música, duas salas multidisciplinares e uma área de convivência. Também há biblioteca escolar com acervo atualizado, refeitório com cozinha e despensa e quadra poliesportiva coberta dupla, com vestiário anexo e duas salas para a prática de luta e dança.

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CLUBE ATLÉTICO VALINHENSE

Seu primeiro campo, ground à época, na Rua Senador Feijó, construído com o esforço de jogadores, dirigentes e da sociedade da Vila de Valinhos já era mostra da união do clube com a sua comunidade. A transferência do Valinhense para o bairro da vila Santana, só reafirmaria os laços entre o povo da vila e a equipe alvinegra, símbolo de dedicação e vitórias. Neste campo, novamente construído pela comunidade local, o alvinegro começou a deixar seu nome gravado entre as principais agremiações de Campinas e região. E no ano de 1938, com a mudança do seu nome o clube passava a ser chamado como Clube Atlético Valinhense. Nesta época o C.A.V. conseguiu reunir em sua equipe de futebol atletas tão valorosos que os resultados desta time e seu nome ficaram gravados na nossa história, o temido Esquadrão Fantasma, nome dado pelo Jornal A Gazeta Esportiva, era mostra da rapidez em fazer gols que trouxeram ao clube o tetracampeonato regional, o bicampeonato da liga campineira de futebol e ainda imortalizou e revelou uma série de atletas do Valinhense para o futebol brasileiro. Contudo, mais uma vez, o Valinhense precisou se mudar frente à necessidade da entrega do campo da Vila Santana, local da atual igreja de Sant´anna. A agremiação precisou se reinventar e num projeto arrojado, em que a venda de parte do terreno aos sócios pagaria a área restante do clube, o C.A.V. se instalou novamente no Centro da Vila, local atualmente ocupado pela rodoviária. Nestes anos o Clube Atlético Valinhense expandiu sua vocação, edificou seu salão social que se tornou o centro das festividades da comunidade valinhense, ao receber aniversários, bailes e festas, como a Festa do Figo de 1961, e por fim, a construção de uma piscina voltada ao público infantil. Nos esportes, o C.A.V. participou ainda de quatro edições do campeonato paulista de futebol, durante a década de 1950, e construiu sua primeira quadra de basquete, feita de terra, mas que revelou atletas para a cidade, disputando diversas competições. O ano de 1964, contudo, guardou notícias tristes e momentos de insegurança para o C.A.V., pois frente a um pedido de desapropriação da área do clube a mando da prefeitura o Valinhense viu seu futuro ameaçado. Mas novamente, a vocação do Valinhense em seguir em frente falou mais alto, e após anos errantes, mas sempre com o espírito de festa, o clube perseverou, chegou a um acordo junto à prefeitura e adquiriu a chácara São Luiz, então propriedade da família Setubal, e encontrou sua nova morada. A sede da Vila Embaré, foi inaugurada em 1970, sob o nome de sede de Verão, em um evento que no dia 31 de dezembro contou com a presença do Prefeito Luiz Bissoto, o Monsenhor Bruno Nardini, grande entusiasta e figura histórica do clube, e com shows dos artista da Jovem Guarda. Naquele momento o clube contava basicamente com o Salão Social e o sonho de um futuro glorioso. A construção da primeira piscina pelo Presidente Osvaldo dos Santos, o projeto de terraplanagem da gestão do presidente Norival Spadaccia, responsável pela construção das quadras poliesportivas e de tênis, mostram como o Valinhense é foi ao longo de seus 90 anos de história um projeto de futuro feito a várias mentes e mãos, que com uma mesma mentalidade transformaram o Clube Atlético Valinhense num clube pronto para os desafios do novo século, sem esquecer de suas raízes.

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COLÉGIO VISCONDE DE PORTO SEGURO

Em 22 de setembro de 1878, o cônsul honorário da Alemanha, Bernhard Staudigel, e um grupo de compatriotas fundaram a Sociedade Mantenedora da Escola Alemã. Superadas as dificuldades iniciais, a Deutsche Schule, instalada em um prédio alugado, na Rua Florêncio de Abreu, no Centro de São Paulo, abriu suas portas a 52 alunos em 7 de janeiro de 1879. De acordo com documentos históricos, o objetivo da Escola era proporcionar aos filhos dos imigrantes alemães uma “educação que os habilitasse a se expressar na língua de seus pais e que cultivasse a história e geografia da pátria brasileira”. O desenvolvimento da Instituição motivou a visita de Dom Pedro II, em 18 de setembro de 1886. Em razão do crescimento gradativo, o Colégio instalou-se em mais dois locais: um na Consolação e outro na Barra Funda. Em 1910, foi criado um fundo para a construção do primeiro prédio, na Rua Olinda, atual Praça Roosevelt, inaugurado em 1913. Contudo, anos depois, as dificuldades da Segunda Guerra Mundial exigiram mudanças na Escola. O ensino em alemão precisou ser abandonado. O nome da Instituição foi alterado, primeiramente, para Ginásio Brasileiro Alemão e, mais tarde, para Colégio Visconde de Porto Seguro. Voltou a desenvolver-se a partir de 1950 e, em 1955, a sociedade mantenedora passou à forma jurídica de Fundação. Confira quando foram inaugurados os Câmpus que hoje formam o Porto Seguro. Construída próxima a importantes vias de acesso intermunicipais, em 1983, o Campus Valinhos tornou-se referência de ensino para mais de vinte cidades do noroeste de São Paulo. Em 1997, passou a oferecer o Curso Técnico de Gestão em Comércio Exterior, como opção para os alunos do Ensino Médio. A partir de 2010, moradores de cidades próximas a Campinas passaram a ter um novo espaço para que seus filhos de até 5 anos pudessem aprender brincando com conforto e segurança: o Portinho Valinhos. (Fonte: site Colégio Visconde de Porto Seguro)

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BAIRRO REFORMA AGRÁRIA/MACUCO

Primeira experiência bem sucedida de reforma agrária no Brasil ocorreu em Valinhos. Segundo relatos do ex-prefeito e historiador José Spadaccia este processo teve início em 1959 durante um Congresso Municipalista realizado em Campos do Jordão onde o assunto foi amplamente discutido. Participaram ainda deste evento o presidente da câmara Serafim Rafael Morelli e o vereador Orestes Previtale. Após o congresso, Valinhos foi escolhido pelo governo do estado para um projeto piloto e a primeira fase foi a definição de uma fazenda a ser desapropriada. Foi escolhida a fazenda Capivari, de propriedade do Sr. Netinho Guimarães. O governo do Estado fez o pagamento da área que foi dividida em 70 lotes de 4 alqueires cada. Benfeitorias como uma casa com luz elétrica e água encanada também fizeram parte do projeto. Os lotes foram então vendidos aos agricultores da região a preço de custo com prazo de 15 anos para o pagamento, sendo 2 de carência. Hoje o bairro da Reforma Agrária se constitui a principal região de produção agrícola do município de Valinhos.

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MÓVEIS TOPÁZIO (ANTIGO PRÉDIO DA SOCIEDADE ITALIANA MUTUO SOCCORSO)

Na esquina das ruas Itália com 13 de Maio ficava a sede da Società Italiana de Mútuo Socorro e Beneficenza, organizada pelos imigrantes italianos por volta de 1930. O objetivo do grupo era receber e atender os novos imigrantes, manter-se unido e preservar sua cultura. Quando o Brasil declarou guerra à Itália, na segunda Guerra Mundial (1939-1945), a sociedade foi extinta.

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PRAÇA DA BÍBLIA

A Praça da Bíblia foi inaugurada em nove de dezembro de 1979 e é circulada pela Avenida Joaquim Alves Correa, rua José Milani, Rui Barbosa e Raymundo Bissoto. Projetada pelo arquiteto Ubertello Bulgarini D’Elci a praça foi engendrada sobre uma retícula modular triangular. Tudo nela teve por base o triângulo equilátero, porque essa figura geométrica expressa, graficamente, o Deus Uno e Trino. O coreto da praça foi projetado para possibilitar o encontro das pessoas, através da realização de assembleias, concertos, etc. Os pilares triangulares do abrigo para reuniões, em número de dez, significam os dez mandamentos. Na década de 80 a praça foi o palco da encenação da Paixão de Cristo.

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ESCOLA CYRO DE BARROS REZENDE PROFESSOR

Inaugurada em 21 de setembro de 1974, a escola está localizada na Rua Carlos Gomes, 280, Vila São Sebastião. Sua inauguração foi noticiada no jornal Folha de Valinhos, n°330. "PRÉDIOS ESCOLARES SERÃO INAUGURADOS HOJE - A partir das 9,00 horas, o Governo do Estado e a Municipalidade de Valinhos estarão entregando mais duas importantes obras para o município. Trata-se da inauguração do novo prédio do Colégio Estadual "Prof. Cyro de Barros Rezende" e a Escola de Primeiro Grau "Prof. Américo Belluomini". Essas duas obras mostram o dinamismo do governo Laudo Natel que dentro do seu plano de interiorização, juntamente com a admnistração do prefeito Arildo Antunes dos Santos possibilitou que essas duas escolas fossem entregues para a população valinhense, beneficiando a mais de 4 mil estudantes em níveis diferentes. As solenidades de inauguração terão início às nove horas na Escola de 1° Grau " Prof. Américo Belluomini" situada no núcleo habitacional da Vila Progresso e a seguir a inauguração do Colégio Cyro de Barros Rezende. A inauguração comparecerão inúmeras autoridades do Estado, municipais, bandas, fanfarras, e principalmente a classe estudantil"

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EATON (ANTIGA CLARK)

Fundada em 1903, a norte-americana Clark foi a inventora da empilhadeira industrial. Em atenção à demanda potencial da indústria automobilística que começava a se implantar no Brasil, a Clark Equipment International C. A., que já contava com sua parcela do mercado norte-americano, associou-se a uma pequena empresa brasileira, Mac S. A. Indústria e Comércio, fabricante de engrenagens. Assim, em junho de 1958, foi criada a Equipamentos Clark Mac S. A., com sede em Valinhos. A empresa tinha por objeto a comercialização, importação e exportação de engrenagens, eixos, câmbios, transmissões, tomadas de força, diferenciais e outros produtos correlatos ou afins. Segundo informações, a unidade fabril de Valinhos resultou na constituição da Clark International C. A., da Valinco Administração e Comércio S. A. e da Mac S. A. Indústria e Comércio. Inicialmente, as instalações fabris da empresa ocuparam uma área de 15 mil m², contando com 446 funcionários, sendo 112 residentes em Valinhos e 324 em Campinas. Com seu constante crescimento, a área onde estava instalada a unidade de Valinhos não tinha mais condições de expandir as instalações industriais (que passaram de 32 mil m² em 1972 para 50 mil m² em 1973), sendo necessária a construção de uma nova unidade, localizada em Pederneiras, também em São Paulo. Em 1985, a empresa atinge a marca de 4.000.000 de transmissões fabricadas no Brasil, e no mesmo ano teve seu nome modificado para Clark Michigan Máquinas e Equipamentos Ltda e, após sua fusão no final da década de 80 com a empresa Volvo, tornou-se VME Brasil Equipamentos Ltda. Em 1996, a empresa foi adquirida pela Eaton Divisão Transmissões, sendo a unidade de Valinhos responsável pela fabricação de transmissões mecânicas para veículos de passageiros, picapes, caminhões leves, médios e pesados, peças de reposição para transmissões mecânicas e comercializa outros produtos como óleo para caixa de câmbio, correias automotivas para caminhões, ônibus e picapes, pneus e produtos para pneus e serviços. Outros nomes que a empresa e suas ramificações possuíram ao longo de sua história foram: Equipamentos Clark do Brasil Ltda, Empilhadeiras Clark S. A., Equipamentos Clark Ltda e Clark International Marketing Ltda. (Fonte: Biblioteca Digital IBGE)

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PRÉDIO DA VIVO (ANTIGA TELESP)

O antigo prédio da Telesp (Telecomunicações de São Paulo S/A), foi construído em 1978 após a incorporação da Cia Telefônica de Valinhos em 1976, atendendo até os dias atuais as operações dos serviços telefônicos. A operação da Telesp durou 20 anos, até 1998, quando foi adquirida pela empresa espanhola Telefónica, formando a Telefônica Brasil, que em 2012 adotou a marca VIVO para suas operações de telefonia fixa.





As Maravilhas da Valinhos antiga, que foram extintas e ficaram apenas na memória

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PRIMEIRO GRUPO ESCOLAR (RUA SETE DE SETEMBRO)

Dados históricos apontam que no final do século XIX o distrito de Valinhos possuía algumas escolas mas sem prédio específico para esta finalidade. Foi só no ano de 1924 que o primeiro grupo escolar foi construído no tempo em que o diretor era o professor Américo Belluomini. O casarão que abrigou o Grupo Escolar recebeu o nome do professor Antônio Alves Aranha e ficava na rua 7 de Setembro, junto às porteiras da ferrovia e funcionou até 1960 quando foi demolido nas obras de duplicação da via. Seu prédio foi substituído pela atual Escola Estadual Professor Antonio Alves Aranha localizado na avenida 11 de Agosto .

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PRIMITIVA CAPELA DE SANTA CRUZ

Apesar da ausência de registros, é provável que a primeira capela construída no território valinhense tenha ocorrido em alguma antiga fazenda ainda na fase do cultivo da cana de açúcar. O desenvolvimento da vila a partir da instalação da estação ferroviária em 1872, atraiu a população que em sua maioria eram católicos. A Capela de Santa Cruz foi o primeiro templo católico público, foi construído em 1875 na rua Campos Salles após doação do terreno por José Antônio Camargo e Rita Camargo. O antigo jornal “Diário de Campinas” cita atividades na capela com o registro de uma Festa de Santa Cruz realizada em 28 de Junho de 1895 e que no dia seguinte, o cônego Nery fizera missa e batismo de 24 crianças. No ano de 1967 a capela foi demolida para dar lugar a um centro comunitário e décadas depois foi construída uma nova capela reproduzindo os traços da original.

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CORETO DO LARGO SÃO SEBASTIÃO

O segundo coreto do Largo São Sebastião foi construído entre as décadas de 1960 e 1970. Sua demolição ocorreu no início da década de 1990. Coreto é uma cobertura, situada ao ar livre em praças e jardins para abrigar bandas musicais, festas e concertos. Também é usado para apresentações políticas e culturais.

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CINEMAS ANTIGOS DE VALINHOS

Segundo relato do ex-prefeito e escritor José Spadaccia em seu livro “Monografia Histórica de Valinhos”, o então distrito no ano de 1913, com cerca de 1000 habitantes, já possuía dois cinemas sendo o Cine da Paz de Francisco Spadaccia na rua 07 de Setembro e outro na rua 13 de Maio pertencente a Santo Vito Concon (relatos apontam chamar-se Bijou). Como os filmes eram mudos, cada cinema possuía um conjunto musical sendo a banda do “Peloni” pertencente ao Cine Bijou e a banda do “Gafanhoto” ao Cine da Paz. Após grande rivalidade entre os dois cinemas apenas o Cine da Paz permaneceu em funcionamento, pois fora construído para essa finalidade. Mas, os cinemas das pequenas cidades do interior não eram um negócio lucrativo. No caso do Cine da Paz, parte dos custos eram cobertos por outros negócios da família proprietária. Muitas vezes a arrecadação era revertida em benefício de entidades filantrópicas e para a construção da Igreja Matriz, até mesmo alguns bailes de carnaval do Clube Atlético Valinhense foram realizados no cinema sem cobrança de aluguel. Artistas famosos passaram pelo cine, como a rainha do rádio Emilinha Borba, Vicente Celestino e até mesmo o argentino Gregorio Barrios. Apenas no ano de 1956 Valinhos teria seu segundo cinema, o Cine Brasil construído na avenida 7 de Setembro e em 1962 surgiria o Cine Saturno, ficando Valinhos com 3 cinemas, que chegavam a ficar lotados nos sábados e domingos. Após 57 anos de existência o Cine da Paz encerrou suas atividades sendo vendido em 1970 para o Banco do Estado tornando-se uma agência bancária. Hoje o local abriga uma loja. Já o Cine Brasil após 18 anos de existência se transformou no supermercado SESI e hoje abriga um estacionamento. O último cinema do centro a fechar foi o Cine Saturno que chegou a funcionar como igreja, teatro da cidade e em 2017 foi transformado em loja.

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ESTÁDIO DO CLUBE ATLÉTICO VALINHENSE

O campo de futebol e o Clube Atlético Valinhense permaneceu na área central da cidade (onde atualmente está localizado o Terminal Rodoviário Mário Rolim Telles) por mais de vinte e cinco anos e sediou muitos eventos, solenidades, campeonatos e festas populares de Valinhos.

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PRIMITIVA MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO

Em razão de uma promessa feita à São Sebastião pelo padre Francisco Manetta, pelo término da epidemia de febre amarela ocorrida em Campinas à partir de 1889, foi constituída uma comissão para a construção da primeira Igreja Matriz, tendo o poderoso Santo por padroeiro. Em 21 de dezembro de 1900 é criada oficialmente a Paróquia de São Sebastião e nomeado o primeiro pároco, João Baptista Cezar. A imagem ilustra o largo São Sebastião e a primeira Matriz de São Sebastião, aproximadamente no início do século 20. Este templo religioso existiu por quase meio século, sendo demolido em 1945. O início das obras e inauguração da segunda e atual Matriz de São Sebastião ocorrem em 1939 e 1944, respectivamente.

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POMBAL DA PRAÇA WASHINGTON LUIZ

O antigo Pombal da Praça Washington Luiz foi uma estrutura histórica de grande simbolismo para a cidade. Foi demolido durante uma revitalização da praça no ano de 2016.

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CABINE DE SINALIZAÇÃO FERROVIÁRIA

Cabine de sinalização é um pequeno prédio localizado próximo de estações ferroviárias para atuar na segurança e controle de um sistema de transporte ferroviário. No caso da antiga cabine de sinalização da cidade de Valinhos, todo o controle era exercido através de alavancas com intertravamentos individuais, e a sinalização era realizada através de sinaleiros. Um incêndio atingiu e destruiu completamente a cabine de sinalização em 1996. Restaram, além das ruínas, uma peça chamada de Lever Frame, e sua principal função era comutar os desvios dos trilhos.

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VILA GESSY

A Vila Gessy foi criada pela Cia. Gessy Industrial para os empregados da indústria, Nela moravam gerentes, químicos e trabalhadores em geral. A Cia. Gessy Industrial (originalmente se chamava Jose Milani & Cia) foi a primeira grande indústria de Valinhos gerando grande quantidade de empregos. A Vila Gessy era composta de residências de funcionários sendo 16 na Vilinha + a casa onde professores entretinham os filhos dos funcionários, 42 na Vilona, 22 nas laterais das Ruas 1 e 2 totalizando 80 unidades. Na década de 70 parte da vila foi demolida para a abertura do trecho da avenida Invernada e construção do viaduto Laudo Natel.

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HOTEL FONTE SÔNIA

Curiosa matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo” de 08 de Junho de 1928 nos dá alguns detalhes sobre o Hotel Fonte Sônia. Segundo a reportagem que visitou o local a convite do proprietário e então prefeito de Campinas Orozimbo Maia, o hotel instalado na antiga sede da fazenda possuía 2 pavimentos com 52 quartos , sala de diversões, salão de festas e outros departamentos. Os hóspedes de São Paulo vinham de trem até a estação de Valinhos e eram levados para o hotel por automóveis disponibilizados exclusivamente para este fim por uma estrada de 2 km considerada na época de ótima qualidade. A grande atração do hotel eram suas águas radioativas. A fonte ficava distante algumas centenas de metros do hotel e lá haviam instalações para os banhos divididas para os homens e senhoras. No final da matéria o jornalista não identificado apenas lamenta que as águas eram acessíveis para poucos e de como seria bom se o espaço fosse transformado em um bem público e acessível a toda população.

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FIGOLÂNDIA

Lino Busato, introdutor do figo roxo, cultivou as primeiras mudas em dua chácara, localizada nas ruas Campos Salles e Carlos Gomes e que, posteriormente, se tornaria a primeira fábrica de doces Figolândia. Na foto, podemos verificar uma segunda instalação da Figolândia, na esquina da Av. Independência com Antônio Carlos. No local onde ficava a fábrica, no córrego Invernada, atualmente está localizada as instalações da Faculdade Anhanguera de Valinhos.

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SUB PREFEITURA DISTRITO DE VALINHOS

Apesar de sua existência ser totalmente desconhecida nos dias atuais, a sub prefeitura de Valinhos ficava na esquina da rua Antônio Carlos com o largo da Matriz São Sebastião. Foi construída após a criação do Distrito de Paz em 1896 abrigando a administração pública local até a emancipação em 1953, mas a data precisa de sua edificação é desconhecida (estima-se que tenha sido na primeira década do século XX). Na década de 60 o prédio foi demolido e deu lugar ao atual espaço onde se localiza o Correio Central que foi inaugurado em janeiro de 1970.

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PASTIFÍCIO VESÚVIO

Paschoal e Maria Bassi Evangelista, em busca de novas oportunidades, deixam a cidade de Amparo em 1928, vindo residir em Campinas. Com os contatos de vendedor, Paschoal resolveu morar em Valinhos para que ele e os filhos pudessem trabalhar na pequena fábrica de macarrão Vesúvio do Sr. Scognamiglio, localizada na Vila Santana, em 16 de outubro de 1936. Vinte dias depois da transferência para Valinhos, a família Evangelista teve um grande baque com o falecimento do patriarca, o senhor Paschoal. Mesmo assim, apesar de todas as dificuldades e sobre a liderança da mãe, todos trabalham na pequena fábrica artesanal de macarrão para atender principalmente os imigrantes e descendentes italianos residentes no Distrito de Valinhos. Durante dois anos os irmãos Evangelistas foram empregados do Pastifício Vesúvio. Graças ao trabalho, dedicação e a tenacidade de todos, a empresa foi arrendada por dois anos para depois ser comprada pela família Evangelista. As dificuldades foram muitas. O macarrão era feito totalmente de forma artesanal e seco no sol. Quando chovia a fábrica não funcionava. Na segunda Guerra Mundial, de 1942 a 1945, pelas dificuldades da importação de trigo, o Pastifício Vesúvio parou de produzir macarrão para se tornar uma padaria. O forno giratório foi adaptado para assar o pão e o macarrão vinha do Uruguai, sendo apenas embalado aqui em Valinhos com a marca do Pastifício Vesúvio. Ao longo de sua história vitoriosa, o Pastifício chegou a trabalhar com até 300 funcionários, empregando inclusive grande quantidade de mão de obra feminina, comercializando seus produtos para todo o Brasil, inclusive com representantes nas principais capitais. A pequena fábrica artesanal funcionou sempre no mesmo endereço, na Rua 12 de outubro nº 212, na Vila Santana.

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ARMAZÉM POZZUTO (AV. ONZE DE AGOSTO)

Armazém de Secos e Molhados é uma denominação dada a um tipo de comércio típico do século XX que perdurou até os anos 50/60. Possuíam a fama de ter de tudo e através deles a população se abastecia com gêneros alimentícios vendidos à granel, como arroz e feijão, até os mais variados produtos, como bacias e panelas de alumínio, fumo de corda, pedras de anil, fluido para isqueiro, bacalhau, farinha de mandioca, lampião de querosene, velas, panos para limpeza, corantes para tingir roupa, e etc. Dois itens indispensáveis e que estavam sempre presentes eram as conchas nas sacas de cereais e as balanças no balcão. Na metade do século XX muitos destes tipo de comércio passaram a ser substituídos por lojas especializadas em produtos ou substituídos pelo comércio de produtos industrializados nas chamadas mercearias ou supermercados. A foto contempla uma cena cotidiana do armazém da família Pozzuto, na década de 1990, que se tornou um dos poucos da cidade de Valinhos que resistiram a tanto tempo neste modelo de comércio, completando 46 anos de atividades, de 1961 a 2007.

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PORTEIRA DA CIA. PAULISTA DE ESTRADAS DE FERRO

Após a emancipação de Valinhos em 1953, o centro da cidade passou por uma grande reformulação e as avenidas Sete de Setembro e Doze de Outubro se transformaram em seu principal corredor viário. Estas avenidas eram separadas por duas grandes porteiras da passagem de nível da ferrovia que interrompia o tráfego entre elas durante a passagem dos trens. Nos anos 60 e 70, o tráfego ferroviário ainda era bastante intenso fazendo com que se formassem os primeiros congestionamentos de veículos. As porteiras eram de madeira e possuíam um sistema de cabos que propiciava seu movimento. Quando abertas para a passagem dos veículos, faziam o isolamento da linha férrea impedindo que os pedestres se aproximassem das composições. Com a inauguração do Viaduto Laudo Natel em janeiro de 1977, esta porteira deixou de ser utilizada e em seu lugar foram construídos muros e todo o tráfego das avenidas passou a ser desviado para o viaduto.

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ARMAZÉM DE CARGAS DA CIA. PAULISTA DE ESTRADAS DE FERRO

Desde sua idealização, o principal motivo da implantação da estrada de ferro que ligou Jundiaí à Campinas passando por Valinhos foi o transporte de cargas. O café foi o produto com maior volume transportado, cujo destino era a exportação via cidade de Santos. Mas essa opção de transporte também servia como destino para a chegada de mercadorias de consumo local sendo o sal e o açúcar os principais produtos recebidos nos primórdios da ferrovia. A importância do transporte de mercadorias era tamanha que logo de início surgiu a necessidade de um edifício exclusivo separado da estação, que foi o armazém de cargas. Sabe-se, através de registros da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que um primeiro armazém existiu até o ano de 1912, sendo demolido para duplicação da linha férrea e construção da segunda estação ferroviária. Sua localização exata permanece desconhecida. Um segundo armazém foi edificado em 1913 e demolido em 1987 durante obras de mudança do ribeirão pinheiros e construção da avenida dos Imigrantes. Parte das ruínas de seu alicerce e plataforma ainda hoje podem ser vistas entre o ribeirão e a antiga estação e museu municipal.

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FONTE LUMINOSA DA PRAÇA WASHINGTON LUIZ

A Fonte Luminosa foi a principal atração como elemento da praça Washington Luiz inaugurada em dezembro de 1967. A fonte possuía um sistema que possibilitava 18 combinações com variações dos fachos de luzes e formato dos jatos de água. Tudo isso em conjunto com um sistema de som. Todo sistema era comandado por uma casa de máquinas com bombas e sistemas eletromecânicos que ficava em uma sala subterrânea. Com o tempo e o desgaste do sistema a fonte foi simplificada e hoje funciona apenas como um espelho d’água com um jato central.

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SAPATARIA DE ANTENOR BERGAMO

A Sapataria do Sr Antenor Bergamo, ficava localizada na Rua 12 de outubro e funcionou praticamente por 50 anos ininterruptos, sendo um dos pontos comerciais mais antigos e conhecidos da nossa cidade. O Sr Antenor consertava todos os tipos de sapatos e não existe uma pessoa antiga da Vila Santana que não o conheça. Ele possuiu por muitos anos uma gralha amestrada que vivia solta na sapataria e comia pequenas tachinhas virando uma atração turística da Vila Santana. Com o passar do tempo essa sapataria foi até um atuante palco de discussão da política de Valinhos, já que era frequentado também pelos políticos que iam lá sondar as tendências da política da cidade e fazer campanha. Funcionou até meados da década de 90 com o falecimento do Sr Antenor.

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FAZENDA HOTEL SÃO BENTO DO RECREIO (ANTIGO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO)

O hotel São Bento abrigou um antigo hospital psiquiátrico, anexo à Unidade Básica de Saúde (UBS).

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CASAS DE COMISSÕES (PRIMEIROS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS)

O comércio em Valinhos é tão antigo que remonta à própria origem do povoamento. Antes mesmo da inauguração do tráfego ferroviário em 31 de Março de 1872, já eram anunciados no jornal “A Gazeta de Campinas” alguns estabelecimentos que entrariam em funcionamento próximos da primitiva “Estação dos Vallinhos”. Dois desses comércios eram casas de comissões que possuíam armazéns próprios sendo uma de propriedade do Sr. José Manna de Carvalho Salles e outra do Sr. Francisco Cabral de Mello, que já possuía este tipo de estabelecimento em Jundiaí. Nas casas de comissões era possível tanto despachar o café das fazendas como adquirir alimentos e outros bens de consumo que chegavam pela ferrovia. Os lucros provinham de porcentagens sobre as mercadorias comercializadas. Esses armazéns passaram pelas mão de outros proprietários e com o declínio do transporte ferroviário caíram em desuso. Esses antigos prédios foram demolido durante a duplicação da Rua 7 de Setembro com 12 de Outubro na década de 1960.

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PRIMEIRO CAMPO DE FUTEBOL (SANTANA FUTEBOL CLUBE)

Segundo relato do ex-prefeito e escritor José Spadaccia em seu livro “Monografia Histórica de Valinhos”, o futebol em Valinhos nasceu durante a primeira Guerra Mundial, por volta do ano de 1918. O primeiro campo de futebol ficava às margens da estrada que ia para Joaquim Egídio que hoje corresponde à rua 12 de outubro na Vila Santana. Neste campo havia um clube chamado Santana Futebol Clube. Não havia nenhuma casa e o terreno pertencia à Fazenda Candinho, do Dr. Décio Ferreira de Camargo. O campo possuía uma arquibancada de madeira e atrás do gol de entrada havia um palanque feito de madeira onde ficava instalada a banda de música que abrilhantava os principais jogos do clube. Com o progresso que Valinhos vinha experimentando o fazendeiro proprietário do terreno resolveu loteá-lo e Luiz Bissoto, pai de Antônio Bissoto e avô do ex-prefeito com mesmo nome, comprou três quadras ao longo da estrada onde construiu 24 casas, oito em cada quadra, acabando com o campo. Isso foi no ano de 1924 e parte dessas casas permanecem até hoje no local do antigo campo.

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ANTIGO BOSQUE CHICO MENDES E MINI ZOOLÓGICO

Situado no Jardim Vila Rosa, entre a Avenida Onze de Agosto e a Rua José Milani, o local era um antigo bosque e mini-zoológico que possuía animais de diversos ecossistemas. Em 1989, através de uma iniciativa do vereador Heriberto Pozzuto, o bosque recebe o nome do ambientalista Chico Mendes. Em 1996 o bosque recebe obras de recuperação e atualmente o local se tornou uma praça.

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CAIXA DÁGUA DA CIA. PAULISTA DE ESTRADAS DE FERRO

Quem passa próximo de uma das extremidades da plataforma na antiga estação ferroviária podia notar um grande tubo metálico cuja ferrugem reflete sua longa existência. Mas qual seria sua função?. Como parte da tecnologia do uso do vapor na propulsão de máquinas, este tubo abastecia com água as antigas locomotivas que revolucionaram o transporte de cargas e passageiros, impulsionando o desenvolvimento de Valinhos na segunda metade do século XIX. Seu uso tornou-se obsoleto quando, em 1922, foi implantado pela primeira vez na América do Sul o uso de locomotivas elétricas pela Cia Paulista de Estradas de Ferro no trecho de Jundiaí até Campinas. A antiga caixa d'água inglesa de ferro fundido que fazia ligação com o tubo sobreviveu até a década de 80 quando foi demolida nas obras de deslocamento do Ribeirão Pinheiros para a construção da atual Av. dos Imigrantes.

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IGREJA MENONITA (RUA 15 DE NOVEMBRO)

David Emerson Hostetler chegou na cidade de Valinhos em 1955 e logo procurou algum valinhense com o qual pudesse se comunicar em inglês, conheceu Joaquim Luglio e tão breve David começou a dar aulas de inglês em uma sala sobre o então Cine Brasil e assim começaram os trabalhos com a Igreja Evangélica menonita de Valinhos. Com o aumento de frequentadores, alugaram uma sala à Rua 21 de Dezembro, ao lado da bicicletaria da família Leardini. Com o passar do tempo, compraram um terreno à Rua XV de Novembro, esquina com Rua Carlos Manarini. Após alguns anos ocorreu uma negociação do terreno com o Banco do Brasil (que ficou com este terreno e construiu o banco onde permanece até hoje) e a Igreja passou a ser construída à Rua XV de Novembro, 44, um pouco mais abaixo, onde atualmente está localizado a Loja Cem.

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FONTE MÉCIA

A Fonte Mécia foi uma estância hidromineral que produzia, de forma comercial, a famosa água mineral Mécia. Era situada na região norte da cidade, no antigo Sítio Paraopava, onde atualmente está o bairro Fonte Mécia, funcionando de 1966 a 1997. Segundo relato de Alaor Furlan, um engenheiro comprou a chácara e sua esposa reclamou que lavava roupa e não pegava sabão, cismado com esse fato ele levou a água para análise no laboratório e assim surgiu a Fonte Mécia. A água chegou até ser servida em aviões e o nome Mécia está relacionado ao nome de uma garota.

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POUSO DE PINHEIROS

O “Pouso de Pinheiro” foi a ocupação mais antiga conhecida no território de Valinhos. Sua existência é comprovada pela “Carta de Sesmaria” de 1732 que concedeu sua propriedade à Alexandre Simões Vieira. Sendo parte de uma sesmaria (grande porção de terras que eram cedidas pela colônia a pessoas que garantissem a exploração) sua localização precisa é desconhecida, mas acredita-se que foi construído no atual bairro da Capuava próximo ao ribeirão. Tendo existência quase centenária, o “Pouso de Pinheiro” serviu de abrigo para tropeiros e mineradores que percorriam a rota para Goiás no período colonial na busca de ouro e pedras preciosas. Além da construção rústica, consta que, em sua origem, o pouso possuía uma roça de três alqueires.

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CASA DO PRIMEIRO PREFEITO (JERÔNIMO ALVES CORREA)

Foi o primeiro prefeito da cidade de Valinhos, exercendo seu mandato de 1955 a 1958. Posteriormente foi reeleito para o mandato de 1963 a 1966. Dentre as inúmeras obras, destaca-se o Palácio da Independência, prédio que hoje abriga a Prefeitura Municipal. Sua casa era localizada na Rua Antônio Carlos, onde atualmente está localizado o Banco Bradesco. Jerônio Alves Corrêa faleceu em 19 de maio de 1985.

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RIGESA S.A.

A RIGESA teve como origem a Gerin Focesi & Cia. Ltda., fundada em 1942 da sociedade da família a Gerin, McHardy Manufatureira, Aldo Focesi e Jasper Bresler. Assim começava a Fabrica de Papelão Campinas, localizada no distrito de Valinhos, às margens do Ribeirão Pinheiros. Até 1946 a empresa dedicou-se à fabricação de papelão cujas matérias primas eram aparas de capim jaraguá, tendo, naquele ano, instalado a primeira máquina de papel, com produção inicial quase que totalmente vendida para a Empresa Bates, para fabricação de sacos multifolhados. A celulose “Kraft” era importada da Suécia. Em 1948, o Grupo Parada, de Limeira, assumiu 50% de participação do capital de risco, e a razão social foi alterada para Ribeiro Gerin & Cia. Ltda. A firma foi transformada em sociedade anônima em 1950. Em 1953, as ações da sociedade foram vendidas para a West Virginia Pulp and Paper Company, sociedade americana com sede Delaware, e a denominação social novamente alterada para RIGESA – Celulose Papel e Embalagens Ltda. A RIGESA chegou a ter mais de 1200 funcionários em suas instalações no centro de Valinhos, numa área de 181 mil metros quadrados que viu a cidade crescer em sua volta, representando um importante fator de progresso e desenvolvimento do município, com a produção de papel miolo, caixas de papelão, ondulado, tintas e fitas gomadas. Com a aquisição do grupo americano pela WestRock, ocorreu a decisão de mudança das instalações da fábrica de Valinhos para uma nova planta em Porto Feliz no ano de 2019. O futuro das edificações permanece desconhecido.

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PRÉDIO DEMOLIDO DE FABRICAÇÃO DE SABONETES DA UNILEVER

O imponente prédio industrial que existiu na esquina da rua Quinze de Novembro com Carlos Manarini fez parte de uma grande ampliação das instalações da Cia Gessy Industrial ocorrida na década de 50 do século XX. Nele foram produzidas as linhas de sabonetes Gessy, Lux, Rexona, entre outros. Nos anos 2000 se tornou o primeiro prédio implodido com uso de explosivos em Valinhos.